veleiro veleiro

O que preciso saber para comprar um veleiro?

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Comprar um veleiro é o sonho de muitas pessoas. Mas, como essa é uma compra de alto poder aquisitivo, é fundamental se atentar a algumas dicas e orientações, garantindo a compra do melhor modelo para suas necessidades.

Não sabe por onde começar a procurar o seu veleiro? Siga conosco!

Quanto custa um veleiro?

O valor de um veleiro depende de uma série de variáveis. Em geral, veleiros novos são mais caros que os usados, e isso ainda poderá variar dependendo do tamanho, da marca, dos acessórios e outros itens.

Você poderá encontrar veleiros em torno dos R$ 15 mil até modelos de mais de R$ 1 milhão. A boa notícia é que existem linhas de financiamento para esse tipo de compra.

Qual o melhor veleiro para iniciantes?

Um iniciante não precisa de um veleiro muito grande ou cheio de sofisticações. Um modelo entre 20 a 30 pés é ideal para quem nunca teve um barco.

Além disso, procure por uma embarcação que seja fácil de pilotar, que tenha uma manutenção simples e um casco resistente e que seja capaz de aguentar os “trancos” dos primeiros dias, quando você ainda estará aprendendo a pilotar.

Alguns modelos ideais para quem está começando são:

  • Optimist: ideal para as crianças que estão começando a velejar;
  • Topper: veleiro pequeno, que pesa apenas 43kg e cabe no rack do carro. É ideal para velejar sozinho e conta com uma grande comunidade de velejadores, inclusive com circuito mundial;
  • Sunfish: veleiro para um velejador, com mais de 300 mil unidades produzidas (é o recordista do mundo em produção). O veleiro tem em torno de 4,24 metros e pesa cerca de 50 kg;
  • Laser: é o mais popular do mundo, sendo uma classe olímpica. É um veleiro simples e de custo acessível;
  • Dingue: projetado e construído no Brasil, é um monotipo fácil e estável para velejar, ideal para quem deseja aprender.

O que considerar ao comprar um veleiro?

Existem algumas formas de comprar um veleiro. Você poderá comprá-lo sozinho e arcar com todas as despesas, desde o imobilizado até as despesas mensais.

Outra forma é comprar com um sócio, dividindo pela metade as suas despesas. Ainda é possível comprar uma cota no time sharing. Ou seja, você irá adquirir o direito de usar o barco uma quantidade “X” vezes por ano e dividirá todas as despesas pelo número de cotistas.

Nesse último caso, costuma existir um administrador que cuidará de tudo e é provável que você sequer conheça os demais cotistas.

Novos x Usados

Ao comprar um veleiro novo, você terá certeza das condições do casco, dos equipamentos e do motor. Caso algo dê errado, o veleiro estará na garantia e você terá um suporte pronto para lhe ajudar.

Já um barco usado oferece custos menores – e por isso é ideal para quem está começando ou tem o orçamento mais apertado. Ao comprar um barco novo, você terá de equipá-lo com todos os acessórios e equipamentos de acordo com a atividade que fará na água. Um barco usado, por outro lado, já estará equipado.

Porém, é preciso atenção na compra de um veleiro usado, avaliando os possíveis defeitos estruturais ou problemas mecânicos.

Por isso, a recomendação é realizar uma inspeção completa no veleiro que pretende comprar. Para avaliar o motor, você poderá chamar um mecânico de confiança, para o casco, quilha e leme, um laminador, montador ou pintor, para mastreação, um especialista em mastreação e para as velas, o mesmo especialista em mastreação ou um velejador experiente.

Veleiro novo

Um bom veleiro novo deve apresentar:

  • mastreação bem dimensionada;
  • rigidez estrutural de casco;
  • motor de marca confiável;
  • velas de dacron importado e produzidas em velerias renomadas;
  • hidráulica e instalação elétrica bem executada;
  • livre de osmose.

Veleiro usado

Um bom veleiro usado deve apresentar:

  • rigidez do casco (quando apoiado em um berço e quando velejando nas ondas);
  • mastreação e estaiamento revisados;
  • tecido das velas em bom estado e velas pouco cedidas (sem grandes barrigas de deformação);
  • motor bem dimensionado, com revisões em dia e em perfeito estado de conservação;
  • instalação elétrica e hidráulica revisadas;
  • livre (ou quase livre) de osmose;
  • velocidade média acima dos 5 nós;
  • teor aceitável de umidade no casco;
  • boa manobrabilidade;
  • interior seco;
  • não ter sido um barco de competição (de calendário);
  • instrumentos modernos;
  • gel conservado;
  • pouca ou nenhuma folga no leme.

Dicas importantes

A primeira dica é NÃO comprar um veleiro que está na água, a menos que você seja amigo do proprietário e conheça bem todo o histórico do tratamento do casco. Mesmo marcas e modelos consagrados, não afastam totalmente o risco de osmose.

Porém, não adianta comprar um veleiro que está em um estaleiro, se ele não apresentar o histórico de osmose ou se o proprietário nunca se atentou à manutenção da tinta de fundo.

Fora da água, você deve avaliar:

  • osmose;
  • estado da pintura de fundo;
  • folga no eixo do leme e nas ferragens do leme (leme externo);
  • estado geral da quilha e do leme e alinhamento quilha/leme;
  • ânodos de sacrífico;
  • acabamento superior da quilha;
  • dureza do casco e percentual de umidade absorvida por ele;
  • eixo e pé de galinha;
  • hélice;
  • rabeta;
  • flanges e tomadas de refrigeração do motor;
  • batidas e deformações;
  • rachaduras e pés de galinha na fibra.

O veleiro só deve ser colocado na água caso haja interesse real de compra. Neste momento, avalie o motor, a presença de vazamentos, os instrumentos, a rigidez e outros pontos.

Monocasco X Catamarã

A escolha do casco é algo muito pessoal e está ligada ao espaço, ao conforto e à segurança.

O monocasco é mais barato para comprar, manter e guardar, faz um ângulo menor contra o vento (orçar), é auto adriçante (pode virar, mas desvira sozinho) e tem uma rigidez estrutural, porque precisa aguentar o peso da quilha e as deformações longitudinais.

Porém, tem um calado maior e, por isso, tem restrições de aproximação das praias e dos acessos mais rasos de rios, mangues, coral e passagens de pedra. E também o espaço de convívio é menor.

O catamarã apresenta espaço mais amplo e também mais conforto. O baixo calado permite chegar em locais onde apenas os caiaques conseguem chegar. Além disso, conta com dois motores, que trazem mais segurança e autonomia e maior estabilidade lateral.

Porém, custa mais caro para comprar, manter e guardar, não orça tão bem e não é auto adriçante.

Depois de comprar o seu veleiro, não se esqueça de equipá-lo para ter mais conforto. Na Moto Oeste, você encontra diferentes acessórios, como porta copos de embutir, fecho de pressão, churrasqueira náutica, entre outros.

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