Tudo sobre Carretas para Barcos!

8 minutos para ler

Na hora de transportar a sua embarcação, escolher as melhores carretas para barcos faz toda a diferença.  Além de garantir que seu barco seja transportado sem avarias, você ainda assegura que estará fazendo esse transporte dentro das recomendações dos órgãos como o Detran.

Continue lendo esse artigo e entenda as principais diferenças entre os modelos de carretas para barcos e dicas para fazer o transporte correto da sua embarcação.

Quais são os tipos de carretas para barcos?

Basicamente, existem 3 tipos de carretas para barcos.

Carreta Rodoviária

Essa carreta é o modelo com rodas, pneus automotivos e luzes traseiras. Ela pode ser fabricada em aço ou madeira e permite o engatar no seu carro lanchas de até 25 pés. É o modelo mais indicado para quem não faz uso de marinas, permitindo transportar lanchas para diferentes locais e mantê-la guardada em sua garagem.

Carreta Rodoencalhe

Também conta com pneus automotivos e rodas, contudo, em geral, é fabricada em madeira. É indicada para embarcações de diferentes portes. O uso mais comum é rebocada a um trator, especialmente para fazer a movimentação do barco para dentro ou para fora da marina e também para subir a embarcação na rampa de acesso à água.

Outra opção é a carreta de encalhe. A diferença entre as duas é que a rodoencalhe tem o formato semelhante a uma carreta rodoviária, com a parte dianteira triangular, enquanto a de encalhe tem o formato quadrado.

Berço de madeira

É um modelo mais simples de carreta, construída com rodízios de ferro ou nylon. Por isso, é usada para movimentações temporárias das embarcações, em terrenos planos. Essa é a carreta mais barata de todas, porém tem uma durabilidade menor.

O principal objetivo é no caso de lanchas abrigadas em marinas verticais (de gavetas), para o transporte da embarcação até a marina, permitindo colocar a embarcação na gaveta. Isso porque, nesses ambientes, a movimentação dos barcos é realizada usando uma empilhadeira.

Qual a carreta certa para mim?

Existem vários pontos que você deve analisar. O primeiro é o material. Quem costuma navegar em alto mar, deve optar por carretas de aço galvanizado no fogo – mais resistente à corrosão e com uma vida útil de 10 anos.

Já para quem navega em água doce, a carreta pode ser de madeira, alumínio ou de aço convencional.

Outro ponto importante é verificar a capacidade do carro de puxar a carreta, com o peso do barco (incluindo equipamentos e motor). Se a carga total não ultrapassar 500kg, qualquer automóvel com motor 1.4 servirá. Se o peso for maior que esse, é preciso usar uma pick-up com tração nas 4 rodas e a carreta precisará ter freios próprios.

Alguns pontos são muito importantes na sua carreta, como:

  • guincho, com uso de roldanas de material plástico para apoio dianteiro da embarcação;
  • para-lamas resistentes (são obrigatórios por lei);
  • roda dianteira presente (auxilia muito na hora de fazer manobras na terra. Existem rodas com regulação de altura, que deixam a proa mais alta para que seja feita a drenagem da água após os passeios);
  • guia lateral ou baliza revestida com material carpete ou plástico, para não danificar o casco;
  • placa exclusiva;
  • encosto dianteiro;
  • tamanho correto com, no mínimo, 1cm a mais que o comprimento total dos cascos e seus motores.

Como colocar o barco de alumínio na carretinha?

Para transportar seu barco de alumínio com segurança, existem algumas dicas que devem ser seguidas. Como:

  • centralizar o barco na carreta. Para barcos mais estreitos que a largura entre os para-lamas, abaixe um pouco a furação do berço;
  • revisar os apertos dos parafusos;
  • transportar o motor na posição de navegação, nunca na posição abaixado, evitando que a rabeta do motor de popa fique próxima ao chão (o que pode bater quando passar em uma lombada ou depressão e danificá-la);
  • não transportar o motor levantado sem regular o para-choque, evitando multas;
  • amarrar com precisão a popa e a proa da embarcação à carreta (nas freadas bruscas, os barcos tendem a ir para cima do carro);
  • optar por carretas que têm o mesmo tamanho e tipo de roda do carro, evitando ter de carregar um estepe extra;
  • alinhar a rabeta do motor de popa com o parachoque e apertar os parafusos de regulagem que travam o para-choque ao chassi da carreta (caso o parachoque tenha ligação elétrica, lembrar de ligar antes da viagem).

Documentação

Da mesma forma que o automóvel, a carreta deve ter placa e documentação próprias, para-choque traseiro, para-lamas, lanternas, setas, freio de estacionamento conectado com o veículo e faixas reflexivas traseiras e laterais.

Os condutores com habilitação B podem usar o reboque. Mas a categoria permite a condução de veículos com reboques de até 3,5 mil kg de peso bruto total. Acima disso e até 6 toneladas, é preciso ter CNH categoria C.

Ao contrário do veículo tradicional, você não precisará pagar IPVA da carretinha e nem seguro obrigatório. A única taxa que precisará pagar é o licenciamento anual, com vencimento variável de acordo com o número final da placa.

Equipamentos obrigatórios

É obrigatório o uso de corrente de segurança ligando o reboque ao veículo rebocador. Em relação ao engate, a legislação varia conforme a tração. A lei determina que no engate seja instalada uma plaqueta com a marca, modelo do veículo e capacidade máxima de tração. Também é preciso passar uma corrente presa com cadeado junto do engate, ou um parafuso com porca, ligando o reboque ao carro, para o caso de ruptura da bola ou da peça de acoplagem.

Tamanho

A legislação de trânsito prevê que tanto a carreta como o que está sobre ela devem ter, no máximo, 2,60m. Essa medida é equivalente à boca de um barco com 25 pés. Os cascos maiores só podem ser transportados com uma autorização do departamento de trânsito.

Porém, caso seu barco seja maior que 25 pés, a recomendação é alugar uma vaga em uma marina. Afinal, para fazer o reboque você terá um aumento considerável no tempo de viagem, já que a recomendação é trafegar com 20% menos que a velocidade limite da pista. Ainda é preciso considerar o consumo de combustível, que costuma ser maior e o pedágio (conforme o tipo de carreta é pago por até 2 eixos a mais).

Cuidados ao dirigir

Na hora de fazer manobras, cuidado. Afinal, o veículo será afetado pelo peso extra. Assim, entre outras orientações, é preciso, por exemplo, manter uma distância maior na hora de frear. As manobras em estacionamento também exigem cuidado, já que a carreta tende a ir para o lado contrário da traseira do veículo.

Multa

O condutor que não seguir as orientações legais pode ter o reboque apreendido, perder pontos na CNH e pagar multa que varia entre R$ 195,23 a R$ 293,47.

Quais as opções de carretas para barcos da Moto Oeste?

Agora que você já sabe tudo sobre carretas para barcos, que tal colocar nossas dicas em prática, escolhendo as melhores opções da Moto Oeste? Veja algumas das que oferecemos:

Gostou de saber mais sobre as carretas para barcos? Ainda não encontrou o modelo que procurava? Confira mais opções da Moto Oeste!

Posts relacionados

Deixe um comentário